Onesícrito de Astipaléia

Filósofo cínico. Viveu entre 380/375-305/300 a.C. Discípulo de Diógenes de Sínope (Plutarco, De Alexandri Magni Fortuna aut Virtute 10.331e, Vida de Alexandre 65.701c). Foram feitas tentativas de identificá-lo, erroneamente, com Onesícrito de Égina, que, com seus dois filhos, também foi discípulo de Diógenes, o Cão. (cf. D.L. 6.84: "Alguns dizem que ele é de Égina, mas Demétrio de Magnésia afirma que ele é natural de Astipaléia".)

Uniu-se à expedição de Alexandre e foi piloto do navio do rei numa viagem pelo Hidaspes e o Indo. Foi enviado pelo rei, como intérprete, ao encontro dos gimnosofistas indianos de Taxila. Em 324, Alexandre presenteou-0 com uma coroa de flores dourada. Ele escreveu uma obra sobre Alexandre chamada Põs Aléxandros Exton (Como Alexandre foi educado), baseando sua elocução na Cyropaedia de Xenofonte. A confiabilidade dessa obra foi contestada até mesmo nos tempos antigos, mas ela talvez tenha sido uma fonte para Anabasis de Arriano de Nicomédia. Strasburger contesta a identificação de Onesícrito de Astipaléia com Onesícrito de Égina. Ele apóia o seu argumento na observação de que D.L. 6.75 apresenta Onesícrito de Égina como se ele fosse desconhecido (Onesikriton tina [um certo Onesícrito] de Égina) e na sugestão de que, se o historiador tivesse dois filhos que foram discípulos de Diógenes antes de ele partir com Alexandre, seria um tanto velho para assumir as funções confiadas a ele durante a expedição.



Cf. RE (1939) cols. 460-67 (Strasburger).



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Filósofo por paixão. Ex-seminarista da Ordem dos Franciscanos. Humanista. Áreas de interesse: Cinismo; materialismo francês; Sade; Michel Onfray; ética. Idealizador e escritor do Portal Veritas desde dez/2005.